Emanoel Araujo

Emanoel Araujo

Santo Amaro da Purificação, Bahia, 1940
Vive e trabalha em São Paulo

Biografia

Nascido numa tradicional família de ourives, o artista plástico baiano aprendeu marcenaria e linotipia em sua terra natal, além de ter estudado composição gráfica na Imprensa Oficial de Santo Amaro da Purificação. Em 1959, também ali, realizou sua primeira exposição individual, marco da origem do movimento tropicalista. Na década seguinte, estudou gravura na Escola de Belas Artes da Bahia (UFBA).

Expôs em várias galerias e protagonizou mostras nacionais e internacionais (cerca de 50 individuais e mais de 150 coletivas). Vencedor em 1972 da medalha de ouro da 3a Bienal Gráfica de Florença, na Itália, recebeu, no ano seguinte, o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) de melhor gravador, e, em 1983, de melhor escultor. Ainda na década de 1980, foi diretor do Museu de Arte da Bahia e lecionou artes gráficas e escultura no Arts College da City University de Nova York. Nos anos 1990, encabeçou a reforma e modernização da Pinacoteca do Estado de São Paulo, da qual foi diretor; em 2004, fundou o Museu Afro Brasil, que ainda hoje dirige; e, em 2005, atuou como Secretário Municipal de Cultura. Em 2007, foi homenageado com uma mostra do Instituto Tomie Ohtake totalmente dedicada à sua obra (Autobiografia do gesto), e, em 2018, um tributo similar entrou em cartaz no Museu de Arte de São Paulo (Masp), como parte do projeto Histórias Afro-Atlânticas.


“Emanoel Araújo, aprendeu marcenaria quando jovem, aprendizado que seria fundamental para lidar com a madeira e fazer suas esculturas inspiradas nas formas e nos planos geométricos. De origem nagô, seu trabalho deve ser visto como uma segunda geração construtiva, compreendida nos anos 1960. De caráter simbólico abstrato, apresenta formas de raízes culturais africanas inspiradas nos orixás, na geometria pura e em gestos e cosmogonia dos símbolos da religiosidade.
O artista pensa antes com a gravura e o desenho para executar suas esculturas – que são a forma tridimensional do desenho. O esboço tem de ajustar-se na madeira e a obra é o gesto que se transforma em geometria.”

Ricardo Resende

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