SÃO PAULO | ZÜRICH

 
SÃO PAULO | ZÜRICH

Objetos dependentes, de Tadeu Chiarelli | 1990

Objetos dependentes, de Tadeu Chiarelli | 1990
Zwei Arts

Fortuna Crítica
Nazareth Pacheco

Elogio do feminino, de Margarida Sant’Anna

Elogio do feminino, de Margarida Sant’Anna

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Entrevista para Regina Teixeira de Barros

Entrevista para Regina Teixeira de Barros

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O encantamento dolorido, de Miriam Chnaiderman | 2012

O encantamento dolorido, de Miriam Chnaiderman | 2012

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Fascículos de Arte Contemporânea, entrevista para Tadeu Chiarelli | 2001

Fascículos de Arte Contemporânea, entrevista para Tadeu Chiarelli | 2001

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Cristais de dor, de Paulo Cunha e Silva | 2000

Cristais de dor, de Paulo Cunha e Silva | 2000

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O corpo em construção, de Moacir dos Anjos | 1999

O corpo em construção, de Moacir dos Anjos | 1999

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Vestido de Baile, de Regina Teixeira de Barros | 1999

Vestido de Baile, de Regina Teixeira de Barros | 1999

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O sofrimento pelo belo, de Rejane Cintrão | 1999

O sofrimento pelo belo, de Rejane Cintrão | 1999

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Uma lógica do adorno, de Lissette Lagnado | 1998

Uma lógica do adorno, de Lissette Lagnado | 1998

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Uma realidade… dilacerante, de Tadeu Chiarelli | 1997

Uma realidade… dilacerante, de Tadeu Chiarelli | 1997

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O único, O mesmo, O A – Fundamento, de Maria Alice Milliet | 1996

O único, O mesmo, O A – Fundamento, de Maria Alice Milliet | 1996

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Nazareth Pacheco, de Regina Teixeira de Barros | 1996

Nazareth Pacheco, de Regina Teixeira de Barros | 1996

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Espelhos e sombras, de Aracy Amaral | 1994

Espelhos e sombras, de Aracy Amaral | 1994

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O corpo em construção, de Ivo Mesquita | 1993

O corpo em construção, de Ivo Mesquita | 1993

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

O corpo como destino, de Maria Alice Milliet | 1993

O corpo como destino, de Maria Alice Milliet | 1993

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Entre o tato e a visão, de Elisabeth Leone | 1992-1993

Entre o tato e a visão, de Elisabeth Leone | 1992-1993

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Objetos dependentes, de Tadeu Chiarelli | 1990

Objetos dependentes, de Tadeu Chiarelli | 1990

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Os objetos de Nazareth Pacheco, de Stella Teixeira de Barros | 1989

Os objetos de Nazareth Pacheco, de Stella Teixeira de Barros | 1989

[spb_text_block animation=”none” animation_delay=”0″ simplified_controls=”yes” custom_css_percentage=”no” padding_vertical=”0″ padding_horizontal=”0″ margin_vertical=”0″ custom_css=”margin-top: 0px;margin-bottom: 0px;” border_size=”0″ border_styling_global=”default” width=”1/1″ el_position=”first…

Objetos Dependentes

Tadeu Chiarelli

Nazareth Pacheco faz parte de uma geração de artistas paulistanos que acredita poder transformar a sensibilidade complacente do público numa sensibilidade violada, através da produção de objetos que buscam formar outras possibilidades de percepção do espaço e da matéria.

No entanto, as propostas da maioria dos artistas dessa nova geração não vêm se realizando de maneira satisfatória. Mesmo descontando a extrema juventude destes artistas é preocupante o quanto suas produções vêm repetindo soluções já desenvolvidas à exaustão por alguns de seus predecessores. Seus trabalhos procuram não incorrer em erros e em ousadias comprometedoras buscando, enfim, operar dentro de um gosto de origem pós-minimalistas mal absorvido, tido por alguns segmentos da crítica e do público paulistano como a única alternativa para a arte de hoje em dia.

Uma arte supostamente alternativa, supostamente deflagradora de novas percepções e que, na verdade, nada mais tem feito do que repisar propostas já devidamente institucionalizadas.

Mas a produção de Nazareth Pacheco não se enquadra neste contexto. Apesar da artista ter a mesma ascendência dos seus colegas, sua produção vem apresentando nos últimos dois anos a preocupação real em se colocar como um fator problematizador da percepção da obra de arte.

Os objetos de Nazareth podem ser caracterizados como construções aditivas de materiais diversos, sem nenhum aparato que os separe (literal ou metaforicamente) do espaço onde se inserem. Seus objetos não possuem base, pedestal e nem são produzidos com materiais nobres. E são essas, na verdade, as características dos trabalhos da artista que podem colocá-los ao lado dos trabalhos de seus colegas: características do objeto tridimensional de extração pós-minimalista. Mas as semelhanças acabam aqui.

A maioria dos trabalhos de Nazareth Pacheco possuem como questão fundamental de sua gênese conceptiva a característica da maleabilidade que os tornam singulares no contexto não só da jovem produção tridimensional paulistana, mas na maioria da produção tridimensional atual.

Concebendo objetos cujas estruturas são realizadas com materiais maleáveis (chapas delgadas de metal, chapas ou filetes de borracha) onde são adicionados outros materiais, a artista rompe com uma condição inerente ao objeto de arte moderno, que nem os minimalistas e a maioria dos pós-minimalistas (sobretudo os brasileiros) conseguiram romper: a integridade do objeto de arte, ou seja, sua autorreferência, sua independência em relação ao espaço e ao observador.

Qualquer um dos objetos moles de Nazareth, na sua recusa em posar como exemplo do que deveria ser um objeto de arte (no sentido da arte moderna), propõe a possibilidade real de interação com o ambiente onde está instalado e com aquele que o percebe. É como se os objetos da artista existissem apenas quando percebidos pelo olhar e pelo tato.

Dependentes, manipuláveis, moles e desprovidos de aura, por tudo isso os objetos de Nazareth Pacheco são possuidores de uma singular potência significativa dentro do contexto da arte atual, conseguindo, de fato, violar a sensibilidade complacente do público.