SÃO PAULO | ZÜRICH

 
SÃO PAULO | ZÜRICH

Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017

Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017
Zwei Arts

Fortuna Crítica
Marcia Pastore

The machines of the world of Marcia Pastore, by Fernanda Pitta | 2019

The machines of the world of Marcia Pastore, by Fernanda Pitta | 2019

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Counterbody, by Ana Maria Belluzzo | 2019

Counterbody, by Ana Maria Belluzzo | 2019

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Trap, by Ricardo Resende | 2020

Trap, by Ricardo Resende | 2020

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Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017

Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017

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Tira-linhas em três momentos (com interseções significativas), de Ana Cândida de Avelar | 2015

Tira-linhas em três momentos (com interseções significativas), de Ana Cândida de Avelar | 2015

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Peso – contrapeso, de Nelson Brissac | 2012

Peso – contrapeso, de Nelson Brissac | 2012

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Modelo, molde, rastro, resto. De Fernanda Mendonça Pitta | 2012

Modelo, molde, rastro, resto. De Fernanda Mendonça Pitta | 2012

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Por quem os sinos dobram, de Alberto Tassinari | 2010

Por quem os sinos dobram, de Alberto Tassinari | 2010

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Texto de Tania Rivitti | 2007

Texto de Tania Rivitti | 2007

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Texto de Afonso Luz | 2002

Texto de Afonso Luz | 2002

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Texto de Tadeu Chiarelli | 2000

Texto de Tadeu Chiarelli | 2000

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Feo, fuerte y formal, de Rodrigo Naves | 1993

Feo, fuerte y formal, de Rodrigo Naves | 1993

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Pensar contra si, de Sônia Salzstein – 1990

Pensar contra si, de Sônia Salzstein – 1990

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Corpo de Prova

Ana Maria Belluzzo

O território da escultura pensado por Paulo Mendes da Rocha nasce ao ar livre, em pequena extensão com frente para duas ruas, num convite à franca visibilidade dos limites do lote, dos desníveis do solo, do recorte dos Jardins.
Ele conta que implantou o museu a partir de uma “pedra no céu”, figurando o ato inaugural da cobertura de concreto protendido de 60 m de comprimento, flutuando sobre o terreno. A marquise baliza o projeto no horizonte da avenida Europa e se torna primordial para a estruturação do espaço do museu em níveis, chegando a cota mais baixa no fundo do terreno.

A plenitude estética dos projetos do Paulo contém, em si, questões da pintura e da escultura contemporânea. Por seu turno, artistas introduzem obras na configuração espacial do edifício a partir das próprias indagações, das próprias poéticas. Adentram, por imprevisíveis apropriações, o domínio espacial de âmbito comum. O que faz o MUBE um espaço vivo. É significativa tal reciprocidade entre artes e arquitetura, considerando a linguagem escultórica reintroduzida em especificidades locais e centrada na questão ambiental.

Nesta ocasião, Marcia Pastore realiza uma ação física diretamente sobre a marquise. Veste o bloco para desnudá-lo sob outra perspectiva, atenta a materialidade dos corpos, subordinados ao equilíbrio de forças. Sem se antecipar em desenho prévio, a proposta surge num corpo a corpo local. Dá lugar a um jogo de garras e amarrações, pesos e contrapesos a tatear o bloco. Ele é oferecido na montagem de ready mades, escolhidos em lojas de material para a indústria da construção ¬– sargentos, ganchos, encaixes e travas, roldanas e cabos de aço e notadamente fios de prumo – que dão conta da geometria final. E com que graça! Até mesmo as peças de lastro não são extraídas do solo, mas cortadas de laje em canteiro de demolição. A obra conecta espaços e tempos, acumula saberes, subentende forças mecânicas. Introjeta longo arco de esforço humano.