SÃO PAULO | ZÜRICH

 
SÃO PAULO | ZÜRICH

Mundano – Semana de Arte Mundana

Mundano – Semana de Arte Mundana
Rafael Kamada

[Mundano]
Semana de Arte Mundana

12 fevereiro – 26 março 2022

 


Galeria Kogan Amaro
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista – São Paulo, SP

100 anos após a semana que marcou para sempre a arte Brasileira, o moderno que transpôs as camadas do Tempo hoje é visto como um passado vivo, contado por heróis intérpretes, que atravessaram o oceano de uma outra realidade, notaram nossa própria cultura e retrataram quem de fato éramos no cotidiano dum Brasil de outrora.  Plantaram, assim, uma semente e cultivaram o que viria a ser a Nova Arte.

Essa muda cresceu e, ao longo dos anos, em meio a tempestades e ventanias, se agarrou à terra, a água nutriu sua raiz e a Arte se tornou árvore vívida de tronco forte. Seus galhos ramificaram movimentos, conceberam ministérios, conquistaram, por direito, espaços e Leis. Essa resiliência frutificou em reconhecimento e valorização cultural dos feitos Artísticos contemporâneos.

“O GIGANTE ACORDOU”, cochilou mais um pouco e despertou com a tamanha missão de apagar incêndios, contendo barragens e segurando as montanhas do nosso histórico colonial e de desgoverno que estão prestes a desmoronar.

Nos últimos anos, com o recorde de desmatamento na Amazônia, nossos representantes vieram com Tratores e passaram a Corrente, acabando com a floresta. Nossa árvore Arte/Cultura não escapou, só restou do seu tronco, a imagem de um Brasil sangrando em vasto pasto soja/açougue… Transgênica Paisagem.

Há milênios ouvimos dizer que o Fim está próximo. Mesmo assim, estamos significativamente acelerando esse processo. E, caso realmente ocorra a extinção da humanidade, desejo, com este manifesto, que as nossas criações, as tais obras do agora, ou mesmo as cinzas disso tudo se dissipem pelo ar e reverberem no uni-verso, transformando, em energia astral, pólen e semente, fazendo germinar Novas Civilizações, despertando a Consciência Mútua, florescendo, assim, o novo mundo, repleto de tudo que Hoje almejamos.

MESMO QUE O MUNDO ACABE, VAMOS FAZER VALER!!!

A SEMANA DE ARTE MUNDANA propõe a reflexão sobre a história de um REAL BRASIL ATUAL, protagonizada por seus próprios compositores. A ARTE CONTEMPORÂNEA é causa, é luta e tem função.

O AMANHÃ PEDE SOCORRO!!!

Não queremos mais o Ouro. Em busca de brilho e poder, muito sangue e mercúrio foram derramados, acabamos com os rios, fodemos com tudo. Não queremos mais carnificina, casacos de pele, roupas de couro, baby beef, grandes rebanhos, desmatamento, plásticos, embalagens, marcas e logotipos, BASTA!

SOMOS A TRIBO DO FUTURO

Queremos, sim, joias feitas com Garrafas Pet, lacres de lata e tampinhas de garrafa. Chique mesmo é comer orgânico, miçanga colorida, Acessórios indígenas, Artesanatos regionais, Artes feitas com objetos de descarte, panos de Prato pintados por vovozinhas, crochês ancestrais e tudo que é criado e/ou reproduzido com verdade nos corações.

Bacana mesmo é ter empatia, ver Jesus em todes, abrir o vidro do carro e, mesmo que sem esmolas, desejar bom dia ao invisível desconhecido.  Ser Notado e se sentir Humano é o Primeiro passo, bê-á-bá para a R-evolução da nossa espécie. Ser alguém na vida é ter esperança, ter planos, e, para sermos,  precisamos apenas de oportunidades.

Thiago Mundano pouco comenta sobre seus louros. Foi condecorado pelo povo como embaixador da Gentileza. Seja quem for, o papo é reto, Mundano não treme na base, está sempre à Altura. Com força e a confiança dos OLHOS NOS OLHOS.

MUNDANO É MUNDO TODO.

Soldado da Partilha, em um pacífico exército, guerreiro de cores vivas, traços toscos e frases de efeito “foscando” o cenário da vida real, num programado apocalipse.

É a voz dos nossos ecoando no planeta, passando a mensagem e firmando um legado, fincando a bandeira da R-evolução na memória de todos que o notam e se sensibilizam com tais causas E-feitos.

Artista do agora, generoso Mundano Mundo transcende o espiritual na arte, através da criação em coletiva comunhão, Artivismo Integrado, que com megafone clama, DIZ, reivindica e aponta uma direção, para ser a diferença em um novo melhor!…

DIGA NÃO ÀS NORMAS!

Que, nas ampulhetas dos TEMPOS, nossas VOZES ecoem, e a Veracidade Mundana se mostre sem véus, e que, de uma vez por todas, entendamos que ainda temos chance, e podemos fazer muito, fazer diferente, fazer a diferença…

SENDO SEMPRE O SIMPLES SER.

 

Marcos Ramos Enivo
Amigo / Artivista / Curador A7MA Galeria.

O Manifesto Climático-Ambiental, apresentado por Mundano, nos leva a caminhar entre cinzas das queimadas, lama da tragédia de Brumadinho, óleo do derramamento no Nordeste que, misturados com urucum, pigmentos e objetos, criam uma narrativa em que a emergência do planeta torna-se uma entidade pronta a nos devorar. O artista, que já tem histórico de trabalhar com recolhimentos, objetos de descarte e artivismo, na cidade de São Paulo, hoje nos apresenta a ruína de um Brasil trágico, fazendo uma rede de conexões que explicitam a realidade fora dos centros urbanos brasileiros.

Mundano nasceu em São Paulo, em 1986 e se apresenta como artivista e contestador do sistema que torna as cidades insustentáveis e da degradação do ambiente natural. É interessante pensar sobre seu trabalho com o Movimento Pimp My Carroça, que tem como foco a reciclagem e os problemas sociais das grandes cidades; trabalho este que atualmente fortalece o discurso para fora da cidade, recolhendo seu material de trabalho e denúncia nas florestas, oceanos e rios.

Obras como a série “Reflorestar” nos fazem pensar sobre o que deixamos no meio ambiente, quando uma floresta é queimada. As cinzas são índices do quanto a sociedade capitalista ignora a importância da biodiversidade e da proteção às florestas. Ao usar as cinzas para pintar pequenas mudas de árvores, o artista tece um movimento que pretende provocar, em cada um de nós, a responsabilidade de plantar uma nova muda. Quem sabe assim consigamos reflorestar sobre a ruína do incêndio?

As séries “Brigadista” e “Ativistas Assassinados” são o reconhecimento de quem sempre esteve disposto a lutar, até o fim, pela vida e pelo meio ambiente. Reconhecer essas pessoas é, ao mesmo tempo, lhes prestar homenagem e nos fazer um chamado para lhes dar suporte. Se não fizermos algo, o futuro será a transformação da floresta em “Troncos de Carne”, série que denuncia o avanço do agronegócio sobre a floresta.

A mostra traz toda a versatilidade do artista, onde o Manifesto Ambiental é apresentado por meios como pintura, gravura, impressos e objetos reciclados. A transformação da destruição em artivismo é a criação da possibilidade de unir materiais e discursos que caminhem para outros lugares, questionando se/o que os artistas estão fazendo para ajudar na emergência climática, ou se estão apenas cumprindo o papel institucional de alimentar o sistema capitalista. Ou, ainda, o que cada um de nós, nas cidades, pode fazer para ajudar a proteger a biodiversidade brasileira. Por fim, a Semana de Arte Mundana é construída neste ano em que se discute mais sobre o Modernismo e menos sobre os impactos da modernidade, que está em pleno avanço, atropelando gente, bicho e planta.

Denilson Baniwa

 

Sobre o artista

Utilizando a arte para marcar seu posicionamento social, ambiental e político, o paulistano MUNDANO há mais de 15 anos exerce efetivamente o artivismo como ferramenta de transformação social. Defensor de causas ambientais e dos direitos humanos universais, fundou em 2012 a ONG Pimp My Carroça, e o aplicativo Cataki, ambos voltados para a conexão entre geradores de resíduos e os catadores de material reciclável. O resultado do seu trabalho abriu portas para replicar essas ações artivistas mundo afora – mais de 20 países visitados realizando murais, exposições, graffiti, palestras, parcerias e integrando programas globais como o TED Fellows.

Nos últimos anos, vem desenvolvendo uma intensa pesquisa de materiais, coletando resíduos dos maiores crimes ambientais da história do país, criando assim seus próprios insumos a partir desses dejetos:   lama tóxica, cinzas das queimadas das florestas e óleo derramado nas praias do nordeste.

Esses resíduos se transformam em obras de denúncia, seja por meio do graffiti, em esculturas, telas ou nas empenas de prédios. Sua última obra, com mais de 1000m2, homenageia os brigadistas das florestas que apagam os incêndios criminosos – em uma releitura da obra “O Lavrador de Café” de Cândido Portinari, Mundano usa cinzas das queimadas de 4 biomas brasileiros: Floresta Amazônica, Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal para criar essa gigantesca pintura como um símbolo contra o desmatamento ilegal.

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