SÃO PAULO | ZÜRICH

 
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ArtSampa 2022 | Adriano Machado

ArtSampa 2022 | Adriano Machado
Rafael Kamada

ArtSampa 2022 | Adriano Machado

Estande S01 | de 16 a 20 de março
OCA | Parque Ibirapuera
Av. Pedro Álvares Cabral, s/no – Portão 3
Vila Mariana, São Paulo, SP

A Galeria Kogan Amaro tem a honra de participar da primeira edição da ArtSampa, com obras do artista baiano Adriano Machado. A feira acontece de 16 e 20 de março, na OCA – Parque Ibirapuera.

Intitulada Orimar, título de um dos trabalhos, a individual traz mais duas séries fotográficas de Machado, Estudos sobre natureza-morta e Baratino. Partindo da fotografia, a pesquisa reúne trabalhos que buscam deslocar o cotidiano, questionando a realidade, criando mundos avessos e direitos, nos quais a presença do homem racializado mostra-se em múltiplas buscas reflexivas.

“Orimar, entidade metafórico-poética questiona as noções de liberdade e aprisionamento do ser, surgindo de maneira translúcida, visível e invisível que é atravessada pelas forças de um mundo que o ocorre. A obra que dá título à exposição é montada com fotografias impressas em transparência, sobrepostas a paisagens, presas por pregos. Nos retratos, os homens estão em situações de relações cotidianas, com pássaros, saltando ou simplesmente olhando o horizonte, mas sua leveza se confunde com a paisagem e as luzes criam outras imagens que se sobrepõem todo tempo fincado e solto”, explica Machado sobre o trabalho.

As obras reunidas na ArtSampa são compostas por imagens que tendem a embaralhar algumas regras da fotografia: pensando o retrato como natureza morta e a paisagem como retrato, e um leve desejo de deslocar a fotografia da parede. Nascido em Feira de Santana (BA), Machado desenvolveu os trabalhos entre sua cidade, Alagoinhas, e Salvador.

A segunda série de fotos, Estudos sobre natureza-morta, apropria-se de elementos que provocam tensões visuais para fazer uma crítica sobre tradições da arte ocidental. Para o processo de criação, Machado contou com seus familiares como modelos para construir narrativas de afeto, intimidade e confiança que possuía com os mesmos, enquanto vagava pelo território que os habitava e que inventaram ao longo da vida.

“Nessa série, procuro ‘pensar como um pintor’ que estuda a luz, os ambientes e o território onde cria. Assim, me permito andar pelo meu território e construir imagens dentro do espaço íntimo, em lugares abertos e desenvolver imagens que apontam para uma ressignificação da noção de retrato e natureza morta”, comenta o fotógrafo.

A terceira e última série, Baratino, tem o nome inspirado em uma expressão que pode significar engano, invenção, mentira. O trabalho é composto de retratos que, segundo o artista, negam e aprofundam o desejo por questionar os sentidos.

De acordo com Machado, “Baratino cria um conflito entre dois corpos vivos: homem e animal, para apontar a diversos caminhos: desde metaforizar a estrutura perene produzida pela necropolítica instalada – onde as pessoas racializadas se encontram sempre num território de tensão e suspensão, passando a se estar quase vivos ou quase mortos (de acordo com o desejo do outro) até a organizar uma iconografia da imagem (através do animais e da pose que dialoga com pontos de uma convivência com a ancestralidade)”.

Sobre o artista

Adriano Machado (1986) é Mestre em Artes Visuais pela UFBA e desenvolve projetos artísticos em fotografia, vídeo e objetos que buscam discutir questões sobre identidade, território, ficção e memória, investigando processos de políticas de vida. Suas obras apontam para a condição humana entre os espaços de convivência e os territórios afro-inventivos.

Participou de exposições como 31o Programa de Exposições CCSP (2021); Valongo Festival Internacional da Imagem (Santos/SP, 2019); Concerto para pássaros (Goethe Institut, Salvador, 2019); Panapaná “Vamos de mãos dadas (João Pessoa, 2018). Ganhou o prêmio principal nos Salões de Artes Visuais da Bahia em 2013 e menções especiais em 2011 e 2014, e o Prêmio Funarte de Residências Artísticas 2019. Também realizou residências artísticas na Pivô Pesquisa Ciclo III (São Paulo, 2020); Fluxos: Acervos do Atlântico Sul (Salvador, 2019) e VerdeVEZ, no Campo arte contemporânea (Teresina, 2019). Artista selecionado junto ao Coletivo Intervalo (BA), para Bienal de Dakar 2022 (Senegal) e para o Latitude Artist Residence 2022 (Chicago,EUA).

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