SÃO PAULO | ZÜRICH

 
SÃO PAULO | ZÜRICH

Redesenhando a paisagem, de Ricardo Resende | 2019

Redesenhando a paisagem, de Ricardo Resende | 2019
Zwei Arts

Fortuna Crítica
Marcia Pastore

As máquinas do mundo de Marcia Pastore, de Fernanda Pitta | 2019

As máquinas do mundo de Marcia Pastore, de Fernanda Pitta | 2019

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Contracorpo, de Ana Maria Belluzzo | 2019

Contracorpo, de Ana Maria Belluzzo | 2019

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Arapuca, de Ricardo Resende | 2020

Arapuca, de Ricardo Resende | 2020

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Redesenhando a paisagem, de Ricardo Resende | 2019

Redesenhando a paisagem, de Ricardo Resende | 2019

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Corpo que cai, de Isabella Lenzi | 2018

Corpo que cai, de Isabella Lenzi | 2018

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Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017

Corpo de prova, de Ana Belluzzo | 2017

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Tira-linhas em três momentos (com interseções significativas), de Ana Cândida de Avelar | 2015

Tira-linhas em três momentos (com interseções significativas), de Ana Cândida de Avelar | 2015

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Peso – contrapeso, de Nelson Brissac | 2012

Peso – contrapeso, de Nelson Brissac | 2012

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Modelo, molde, rastro, resto. De Fernanda Mendonça Pitta | 2012

Modelo, molde, rastro, resto. De Fernanda Mendonça Pitta | 2012

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Por quem os sinos dobram, de Alberto Tassinari | 2010

Por quem os sinos dobram, de Alberto Tassinari | 2010

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Texto de Tania Rivitti | 2007

Texto de Tania Rivitti | 2007

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Texto de Afonso Luz | 2002

Texto de Afonso Luz | 2002

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Texto de Tadeu Chiarelli | 2000

Texto de Tadeu Chiarelli | 2000

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Feo, fuerte y formal, de Rodrigo Naves | 1993

Feo, fuerte y formal, de Rodrigo Naves | 1993

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Pensar contra si, de Sônia Salzstein – 1990

Pensar contra si, de Sônia Salzstein – 1990

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Redesenhando a paisagem

Ricardo Resende
Curador
Fundação Marcos Amaro

 

Não existe linha reta no horizonte de Marcia Pastore, apenas o desejo pela forma seca e rígida que redesenha a paisagem em busca do lugar espiritual do campo, na conjunção do local e do entorno.

O processo se dá na experimentação e na vivência do lugar para vislumbrar a forma, a dimensão e as linhas das bordas da sua escultura na paisagem do FAMA Campo. Pastore é a primeira artista a intervir nessa paisagem que conforma o novo museu a céu aberto.

A intervenção é percebida na aproximação com o trabalho inserido no meio desse campo em uma relação da coisa plástica com a terra exposta nos seus tons avermelhados e no entorno verde das plantas. Corte, remoção de terra, precisão, contenção, cimento, vergalhões de ferro, pedra moída, terra, terra batida, mãos, modelagem, sedimentação, linhas, volume e acomodação da forma na natureza. Esses são os elementos e as muitas ações que permeiam Transposição, instalada na parte mais estreita do terreno, evidenciando o “gesto” da artista de apenas cavar e remover a terra, dando formas geométricas cúbicas, uma convexa e outra côncava, em meio as bordas do campo.

A artista colocou essas formas escultóricas no lugar certo, preciso, depois de cuidadosamente observar a suave queda do terreno, criando uma situação nessa topografia que exige de algum modo a participação do público. É no deslocamento que se descobre a intervenção na paisagem. A contemplação, portanto, depende desse adentrar e dessa caminhada no meio do campo.

A escultura sem mudar a topografia é mimetizada no lugar, por ser feita da mesma terra que foi removida durante a transposição. As formas para dentro e para fora, têm as variações tonais dos pigmentos terrosos que conferem visualmente a elas uma textura aveludada. A paredes são feitas de taipa, milenar maneira de construir casas e edificações, problematizando a construção civil ao recuperar essa técnica para formatar as formas cúbicas em uma oposição dos elementos cheio e vazio.

Pastore não queria uma ação violenta desse gesto plástico, apenas uma linha na paisagem para quem a vê no horizonte de dentro ou de fora da sua intervenção escultórica. É a mulher e a natureza na retidão que confronta as linhas tortas do horizonte. O Feminino e o masculino da escultura seca e rígida de Marcia Pastore encontram-se devolvidos à paisagem a céu aberto.