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Possíveis Paisagens

São Paulo
16 Set – 19 Out 2019

Possíveis Paisagens
Carolina Semiatzh

Possíveis Paisagens
Trabalhos
Vistas da Exposição

Galeria Kogan Amaro São Paulo
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista, São Paulo, SP
info@galeriakoganamaro.com

Uma linha aparente ao longo da qual observamos que o céu parece tocar a terra ou o mar. Sempre levando o nosso olhar à finitude do espaço que nos rodeia – apesar de sabermos que a vida segue para além desse limite –, tal traço nos permite classificar o que voa e o que se firma, tornando-se, assim, inerente à memória humana. Peça constante na obra da paulistana Carolina Semiatzh, o horizonte também é o fio condutor de Possíveis Paisagens, exposição em cartaz na Galeria Kogan Amaro.

Há quatro anos, ele se tornou peça-chave na produção da artista, quando Carolina deixou a verticalidade de São Paulo para viver em uma pequena cidade no norte da Holanda. Esse limite, ou não limite, no espaço mudou sua perspectiva de vida e trabalho. As planícies e a luz oblíqua que tanto influenciaram grandes mestres nascidos na região, como Rembrandt (1606-1669) e Vermeer (1632-1675), agora atuavam sobre seu olhar, acentuando a interessante mistura de técnicas que traz em seu trabalho, uma mescla de fotografia, pintura, desenho, colagem, monotipia e gravura.

Com o horizonte, vieram também a natureza que o acompanha, a gestualidade trazida pelo vento, o movimento sísmico que passou a pontuar sua produção. As paisagens impossíveis tomavam forma, tornavam-se até possíveis. Tal delinear nos remete às imagens produzidas pelo holandês Jan Dibbets, que se diverte com as cores e linhas que organizam o mundo. Suas referências também flertam com a obsessão pelo limiar do japonês Hiroshi Sugimoto e sua paleta sóbria, que dança entre os tantos tons que habitam entre o branco e o preto.

Nessa área acinzentada encontrou-se com a artista Solange Hoppen. É com a francesa que Carolina tem produzido uma série a quatro mãos, também presente na exposição. Quando uma delas começa o traço, a outra continua ou apaga, deixando rastros e memórias para trás – memórias essas que escorregam e se fixam pelas paredes como um horizonte prestes a ser reconhecido e encaixado em uma paisagem qualquer.

Ana Carolina Ralston
Curadora

Trabalhos

Carolina Semiatzh
Veja todos

Vídeo

Vistas da Exposição

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Vistas da Exposição

Galeria Kogan Amaro São Paulo
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista, São Paulo, SP
info@galeriakoganamaro.com

Uma linha aparente ao longo da qual observamos que o céu parece tocar a terra ou o mar. Sempre levando o nosso olhar à finitude do espaço que nos rodeia – apesar de sabermos que a vida segue para além desse limite –, tal traço nos permite classificar o que voa e o que se firma, tornando-se, assim, inerente à memória humana. Peça constante na obra da paulistana Carolina Semiatzh, o horizonte também é o fio condutor de Possíveis Paisagens, exposição em cartaz na Galeria Kogan Amaro.

Há quatro anos, ele se tornou peça-chave na produção da artista, quando Carolina deixou a verticalidade de São Paulo para viver em uma pequena cidade no norte da Holanda. Esse limite, ou não limite, no espaço mudou sua perspectiva de vida e trabalho. As planícies e a luz oblíqua que tanto influenciaram grandes mestres nascidos na região, como Rembrandt (1606-1669) e Vermeer (1632-1675), agora atuavam sobre seu olhar, acentuando a interessante mistura de técnicas que traz em seu trabalho, uma mescla de fotografia, pintura, desenho, colagem, monotipia e gravura.

Com o horizonte, vieram também a natureza que o acompanha, a gestualidade trazida pelo vento, o movimento sísmico que passou a pontuar sua produção. As paisagens impossíveis tomavam forma, tornavam-se até possíveis. Tal delinear nos remete às imagens produzidas pelo holandês Jan Dibbets, que se diverte com as cores e linhas que organizam o mundo. Suas referências também flertam com a obsessão pelo limiar do japonês Hiroshi Sugimoto e sua paleta sóbria, que dança entre os tantos tons que habitam entre o branco e o preto.

Nessa área acinzentada encontrou-se com a artista Solange Hoppen. É com a francesa que Carolina tem produzido uma série a quatro mãos, também presente na exposição. Quando uma delas começa o traço, a outra continua ou apaga, deixando rastros e memórias para trás – memórias essas que escorregam e se fixam pelas paredes como um horizonte prestes a ser reconhecido e encaixado em uma paisagem qualquer.

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