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Felipe Góes – Ciclo Circadiano SP

Felipe Góes – Ciclo Circadiano SP
Rafael Kamada

[Felipe Góes]
Ciclo Circadiano

02 de abril – 14 de maio de 2022
Curadoria por Regina Teixeira de Barros


Galeria Kogan Amaro [São Paulo]
Alameda Franca, 1054 – Jardim Paulista
Seg – Sex, 11h – 19h | Sáb, 11h – 15h

No início era a paisagem. Vistas de montanhas, lagos e vegetação eram encobertas por  uma névoa fina, forjada com leveza por meio de manchas de cor de tons pastéis. A convivência entre os elementos pictóricos fluía em cadências harmônicas, sugerindo um quase silêncio. Mas os dias se sucederam e os ventos sopraram em profusão, espantando a serenidade. Então, nesta nova série de pinturas de Felipe Góes a matéria se adensou, as pinceladas se ouriçaram, as cores vibraram em confrontos violentos: as águas se incendiaram em variantes de magenta, laranja e vermelho; os verdes estridentes tomaram o horizonte, anunciando auroras misteriosas; a lava dos vulcões em erupção contaminou os céus a ponto de transformá-los em reflexos da terra, e não o inverso. O cosmos parece aspirar a força da gravidade, encrespando a natureza ou o que dela resta.

O ciclo diário que rege a vida – do pintor, do dia a dia de cada um de nós, da natureza que nos cerca, do planeta que habitamos, dos corpos celestiais acomodados em galáxias – tem ritmo próprio, independente de desejos e determinações. Diante dessa recorrência inefável, a ilusão da imutabilidade se impõe. Contudo, nestas pinturas, o ritmo circadiano transmuta o incontestável e lança um novo enigma: no início era o movimento.

Regina Teixeira de Barros

Sobre o artista

Trabalhando principalmente com imagens de paisagens e cosmos, Felipe utiliza a pintura para discutir a produção e percepção de imagens na contemporaneidade, e abordar questões relacionadas à natureza, meio ambiente e nossa existência no planeta Terra.

As imagens não são baseadas em fotografias, ou mesmo em lugares reais. Para o artista, é importante que a imagem final aflore a partir do processo criativo, mesclando memória e fantasia.

Realizou exposições individuais na Galeria Kogan Amaro (São Paulo, 2019 e 2022; e Zurique, 2022), Galeria Murilo Castro (Belo Horizonte, 2018), Instituto Moreira Salles (Poços de Caldas, 2017), Galeria Virgílio (São Paulo, 2016 e 2018), Central Galeria de Arte (São Paulo, 2014), Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, EUA, 2014), Museu de Arte de Goiânia (Goiânia, 2012) e Usina do Gasômetro (Porto Alegre, 2012).

Participou das exposições coletivas “Color Bind” (Galeria Kogan Amaro, São Paulo, 2021), “Utopia de colecionar o pluralismo da arte” (Fundação Marcos Amaro, Itu, 2019), “Fragmentos de um discurso pictórico” (Galeria Roberto Alban, Salvador, 2017), “2ª Bienal Internacional de Asunción” (Assunção, Paraguai, 2017) e “Mapping Spaces” (Kentler International Drawing Space, New York, EUA, 2016).

Participou de residências artísticas na School of Visual Arts (SVA) online (Nova York, EUA, 2021), Phoenix Institute of Contemporary Art (Arizona, EUA, 2014) e Instituto Sacatar (Itaparica, BA, 2012).

LIVRO DE VISITANTE

  1. Maria Eugenia 4 semanas atrás

    Adorei ter visitado a sua exposição, acompanho o seu trabalho pelo Instagram. As obras sao impactantes, principalmente a maior delas. A paleta me impressiona muito também.
    Desejo muito sucesso!

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