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Visita a Max Bill

São Paulo
13 Jan – 8 Fev 2020

Visita a Max Bill
Fernanda Figueiredo

Visita a Max Bill
Trabalhos
Vídeo
Vistas da Exposição
Fernanda Figueiredo

Galeria Kogan Amaro São Paulo
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista, São Paulo, SP
info@galeriakoganamaro.com

Em 23 de maio de 1953, o pintor, escultor, designer gráfico e arquiteto suíço Max Bill (1908-1994) pisava pela primeira vez em terras brasileiras. No entanto, a visita de sua obra ao País aconteceria anteriormente a isso – mais especificamente três anos antes –, quando, em 1950, o artista teve uma retrospectiva de seus trabalhos organizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No ano seguinte, em 1951, Unidade Tripartida fez parte da delegação suíça da 1a Bienal de Artes de São Paulo, ganhando o Prêmio Internacional de Escultura na mostra. Dessa forma, quando o artista finalmente desembarcou em solo nacional, para um conjunto de palestras a serem realizadas no Rio de Janeiro a convite do Ministério das Relações Exteriores, sua produção já não estava apenas de visita por aqui, tinha encontrado no Brasil uma verdadeira morada. Seus pensamentos, amplamente difundidos, já influenciavam os fundadores do movimento concreto e neoconcreto, chamado também de segundo modernismo brasileiro.

A visita da paulistana Fernanda Figueiredo à obra de Max Bill começou por meio desses mesmos concretistas que ela tanto admirava e que bebiam da fonte criativa do suíço. Mergulhada em livros que falavam sobre os grupos Frente e Ruptura, passou a deparar-se com o nome de Bill e seu legado. Estudante da Bauhaus de Dessau e fundador da chamada Bauhaus do pós-guerra, a Escola de Ulm, era reconhecido por seu temperamento duro e por dar vida a projetos caracterizados pela clareza, simplicidade e lógica.

O fascínio dos concretistas brasileiros, principalmente do grupo liderado por Waldemar Cordeiro, em São Paulo, fez com que estes criassem reinterpretações dos trabalhos de Bill. Ironizando tal atitude, Figueiredo mimetiza tal ato, inserindo em seu trabalho referências ora claras, ora desconstruídas de obras do suíço e de artistas brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa, Geraldo de Barros, entre outros, criando, a partir daí, seu próprio repertório. Nasce, assim, a série A Visita de Max Bill, que deu nome à exposição da artista plástica na Kogan Amaro Zurique e que agora ganha sua continuação na sede da galeria, em São Paulo.

Ao discutir a iconificação de trabalhos de diferentes nomes da época, Figueiredo também faz de suas telas um mergulho na história da arte brasileira – há que buscar tais referências para reconhecê-las na produção. Essas alusões aparecem desconstruídas, multiplicadas, recompostas e muitas vezes envoltas na natureza exuberante que ela recria e que nos remete ao Brasil, fazendo menção, inclusive, ao emblemático paisagismo de Burle Marx.

Radicada em Berlim desde 2015, cidade em que viveu e morreu o artista, Figueiredo utiliza-se da linguagem dos trópicos, quente e imersa em emoção, para ir na contramão ao trabalho do suíço. Um dos pilares de seu trabalho, que faz da sua visita à obra de Max Bill muito mais instigante, é a vivacidade das pinceladas coloridas feitas de tinta acrílica, que coloca nas telas que compõem a exposição.

Ana Carolina Ralston
Curadora

Trabalhos

Veja todos

Vídeo

Vistas da Exposição

Fernanda Figueiredo

Limeira, São Paulo – Brasil, 1978.
Vive e trabalha em Berlim – Alemanha

Fernanda Figueiredo estudou Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e Artes Visuais na Fundação Armando Alvares Penteado em São Paulo. A partir de 2005 trabalhou ativamente em uma dupla colaborativa em São Paulo, sendo o desenho e a pintura os meios que melhor refletem sua produção artística. Em 2015, quando se mudou para Berlim, começou a seguir sua carreira solo. Nesse período, passou a investigar o processo de construção da nacionalidade brasileira no século XX e o papel das artes visuais, escultura, arquitetura, paisagismo e design nesses eventos. Desde 2005, expôs em instituições como o MAM – Rio de Janeiro, MAM – Bahia, Galerie im Körnerpark e Kunstquartier Bethanien em Berlim. Desde então, recebeu diversos prêmios, entre eles o Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais e Goldrausch Künstlerinnenprojekt Stipendium do Berliner Senat e Europäischen Sozialfonds (FSE). Possui obras em coleções particulares e na coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

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Vistas da Exposição
Fernanda Figueiredo

Galeria Kogan Amaro São Paulo
Alameda Franca, 1054
Jardim Paulista, São Paulo, SP
info@galeriakoganamaro.com

Em 23 de maio de 1953, o pintor, escultor, designer gráfico e arquiteto suíço Max Bill (1908-1994) pisava pela primeira vez em terras brasileiras. No entanto, a visita de sua obra ao País aconteceria anteriormente a isso – mais especificamente três anos antes –, quando, em 1950, o artista teve uma retrospectiva de seus trabalhos organizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No ano seguinte, em 1951, Unidade Tripartida fez parte da delegação suíça da 1a Bienal de Artes de São Paulo, ganhando o Prêmio Internacional de Escultura na mostra. Dessa forma, quando o artista finalmente desembarcou em solo nacional, para um conjunto de palestras a serem realizadas no Rio de Janeiro a convite do Ministério das Relações Exteriores, sua produção já não estava apenas de visita por aqui, tinha encontrado no Brasil uma verdadeira morada. Seus pensamentos, amplamente difundidos, já influenciavam os fundadores do movimento concreto e neoconcreto, chamado também de segundo modernismo brasileiro.

A visita da paulistana Fernanda Figueiredo à obra de Max Bill começou por meio desses mesmos concretistas que ela tanto admirava e que bebiam da fonte criativa do suíço. Mergulhada em livros que falavam sobre os grupos Frente e Ruptura, passou a deparar-se com o nome de Bill e seu legado. Estudante da Bauhaus de Dessau e fundador da chamada Bauhaus do pós-guerra, a Escola de Ulm, era reconhecido por seu temperamento duro e por dar vida a projetos caracterizados pela clareza, simplicidade e lógica.

O fascínio dos concretistas brasileiros, principalmente do grupo liderado por Waldemar Cordeiro, em São Paulo, fez com que estes criassem reinterpretações dos trabalhos de Bill. Ironizando tal atitude, Figueiredo mimetiza tal ato, inserindo em seu trabalho referências ora claras, ora desconstruídas de obras do suíço e de artistas brasileiros como Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Ivan Serpa, Geraldo de Barros, entre outros, criando, a partir daí, seu próprio repertório. Nasce, assim, a série A Visita de Max Bill, que deu nome à exposição da artista plástica na Kogan Amaro Zurique e que agora ganha sua continuação na sede da galeria, em São Paulo.

Ao discutir a iconificação de trabalhos de diferentes nomes da época, Figueiredo também faz de suas telas um mergulho na história da arte brasileira – há que buscar tais referências para reconhecê-las na produção. Essas alusões aparecem desconstruídas, multiplicadas, recompostas e muitas vezes envoltas na natureza exuberante que ela recria e que nos remete ao Brasil, fazendo menção, inclusive, ao emblemático paisagismo de Burle Marx.

Radicada em Berlim desde 2015, cidade em que viveu e morreu o artista, Figueiredo utiliza-se da linguagem dos trópicos, quente e imersa em emoção, para ir na contramão ao trabalho do suíço. Um dos pilares de seu trabalho, que faz da sua visita à obra de Max Bill muito mais instigante, é a vivacidade das pinceladas coloridas feitas de tinta acrílica, que coloca nas telas que compõem a exposição.

Ana Carolina Ralston
Curadora

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Fernanda Figueiredo

Limeira, São Paulo – Brasil, 1978. Vive e trabalha em Berlim – Alemanha

Fernanda Figueiredo estudou Arquitetura e Urbanismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie e Artes Visuais na Fundação Armando Alvares Penteado em São Paulo. A partir de 2005 trabalhou ativamente em uma dupla colaborativa em São Paulo, sendo o desenho e a pintura os meios que melhor refletem sua produção artística. Em 2015, quando se mudou para Berlim, começou a seguir sua carreira solo. Nesse período, passou a investigar o processo de construção da nacionalidade brasileira no século XX e o papel das artes visuais, escultura, arquitetura, paisagismo e design nesses eventos. Desde 2005, expôs em instituições como o MAM – Rio de Janeiro, MAM – Bahia, Galerie im Körnerpark e Kunstquartier Bethanien em Berlim. Desde então, recebeu diversos prêmios, entre eles o Programa Rede Nacional Funarte de Artes Visuais e Goldrausch Künstlerinnenprojekt Stipendium do Berliner Senat e Europäischen Sozialfonds (FSE). Possui obras em coleções particulares e na coleção do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.